“Eu me sinto às vezes tão frágil. Queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.
“— É bom voltar.
— Bom é não ir.
— Prometo ficar.
— Não prometa, apenas fique.
“Quero te deitar no meu colo e fazer carinho até você dormir… E depois ficar olhando, olhando pra minha sorte. Pros motivos dos sorrisos meus, ás vezes até da saudade. Pra deixar esse sentimento me tocar fundo, me afogar, e me libertar através de um suspiro […]
“O amor pode ser maior do que a distância, mas não sacia a vontade de dar aquele abraço, não substitui o calor do beijo, não conforta como aquele carinho… o amor pode ser muita coisa, menos monótono. Porque com ele vem aquela vontade de fazer o outro sorrir, aquela vontade de sentir aquele friozinho na barriga todo dia, mas como se fosse a primeira vez. O amor se renova, mas também se transforma. Ao mesmo tempo que ele é o mais forte, o mais intenso dos sentimentos, ele pode virar nada em um segundo. Porque quem ama, ama pra valer, voa alto… E quando alguém fere esse sentimento você cai e quebra a cara. Dói, mas como toda ferida, cicatriza.
“(Me ama assim do teu jeito, à tua maneira, do teu modo, do jeito que dá, de qualquer forma teu amor me faz um bem danado…)
Estou aqui, na mesma espera, nas vontades tantas de abraçar o olhar que me regressa nesse por de sol, teu olhar é sol que vai além da retina dos meus pulsos… impulsos que traduzem euforia por saber-te perto!
E eu espero… mesmo cansada de olhar o céu
Eu espero mesmo envelhecendo no banco da praça olhando sempre a mesma direção com os olhos minando dor…
Mas você não é dor, você é saudade, é dom, é bondade
E quando sinto sua presença trazida pelo vento, mesmo que seja apenas vento, eu me entrego!
E danço à luz da lua embalada pela canção dos pássaros
Ouve a música? A mesma que dançou sentidos quando te pensei presente…
E corro de braços estendidos pela chuva que do meu pensamento cai
E me entrego!
E espero vendo passar as estações, sou tão persistente.
Ainda a praça, ainda o canto, ainda a espera, ainda o beijo
E eu aqui… Ainda os sonhos!